Produtos farmacêuticos, plano de saúde e energia elétrica residencial foram os destaques do mês
No Distrito Federal, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,56% em abril. O indicador caiu pela metade quando comparado ao mês de março, quando a inflação chegou a 1,1%. Entre as 16 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação mensal dos preços na capital federal foi a oitava maior, mas abaixo da média nacional (0,61%).
Entre os fatores que contribuíram para esse comportamento inflacionário, destacam-se o aumento nos preços dos produtos farmacêuticos – que tiveram reajuste de 5,60% devido à recomposição anual – e plano de saúde, puxando a alta observada no grupo de Saúde e cuidados pessoais (1,44%), a maior entre os grupos de bens e serviços do índice.
Por outro lado, o grupo de Artigos de residência apresentou a maior queda entre os grupos (-0,45%), ainda que o item com a maior redução nos preços tenha sido a energia elétrica residencial, pertencente ao grupo de Habitação, que também registrou variação negativa (0,11%).
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou inflação de 0,46% no Distrito Federal. A redução é ainda mais significativa que a do IPCA, visto que em março também chegou a 1,1%. A variação mensal foi a sexta menor entre as 16 regiões analisadas pelo IBGE e, assim como o IPCA, ficou abaixo do resultado nacional (0,53%).
No INPC, a alta no grupo de Alimentação e bebidas (0,75%) teve forte contribuição para o resultado do índice em abril, enquanto o grupo de Artigos de residência (-0,41%) colaborou para segurar a inflação no mês. Vale ressaltar que o IPCA incide sobre as famílias com rendimentos entre um e quarenta salários mínimos e o INPC entre um e cinco salários mínimos.
IPCA por faixa de renda – Realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), o cálculo indica que os grupos de média e alta renda sentiram uma inflação de 0,46% em abril, enquanto o grupo de baixa renda de 0,51%. Isso se deve aos diferentes pesos que cada grupo de bens e serviços possuem para cada faixa de renda: em abril, o grupo de Saúde e cuidados pessoais teve maior peso para o índice geral em todas as faixas, seguido pelos grupos de Transportes e Alimentação e bebidas, com maior peso para as rendas menores.
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